Como descobrimos novas vacinas

Cada doença tem suas próprias características, trazendo a necessidade de abordagens únicas cada vez que uma vacina precisa ser desenvolvida.

A maioria das doenças são causadas por agentes patogênicos – tipicamente vírus, bactérias ou parasitas – que atacam o sistema imunológico do corpo. Vacinas usam esses patógenos – ou pequenas partes inativas dos mesmos – para estimular a nossa imunidade natural e, assim, proporcionar proteção.

Apesar de todas as doenças, infecciosas ou não, terem seus próprios desafios, a pesquisa e o desenvolvimento de uma nova vacina normalmente passa por várias etapas:

Pesquisa – identificando e isolando um patógeno associado a uma doença

Uma vez que um agente patogênico associado a uma doença é reconhecido, é necessário identificar sua parte específica que induz a resposta imune adequada. Constantemente realizamos esta pesquisa com instituições acadêmicas uma vez que eles possuem profunda compreensão biológica da doença e de sua patologia.

Descoberta - usando o patógeno isolado para desenvolver uma vacina

Como toda doença possui características diferentes, cada vacina terá um processo específico de desenvolvimento. Dependendo da doença, agentes podem ser reduzidos ou inativados ou componentes dos agentes podem ser purificados e combinados. A adição de moléculas - conhecidas como adjuvantes - podem colaborar para promover a resposta imune do corpo.

Testes pré-clínicos - entendendo como uma potencial vacina funciona e como ela age no corpo

Antes de qualquer teste em seres humanos, uma nova vacina passará por um cuidadoso processo de pesquisa no laboratório e, posteriormente, por testes em animais. Estes testes seguem diretrizes rígidas estabelecidas pelas autoridades reguladoras local e internacional, apenas sendo realizados quando outros métodos não forem suficientes.

Para ler mais sobre nossa política sobre pesquisas com animais, clique aqui.

Ensaios clínicos – realizando testes em seres humanos

Testes em seres humanos são realizados em três fases, todas regulamentadas por entidades internacionais. Para saber mais sobre estas fases, clique aqui.

Aprovação regulatória – recebendo aprovação de órgãos governamentais

Após a obtenção de resultados científicos robustos, os dados são enviados para os órgãos reguladores das regiões e/ou países. Este é o pedido formal em busca da aprovação do novo medicamento. No Brasil, esta submissão é feita para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Com base em nossas pesquisas, levantamos que pacientes podem ser beneficiados pela vacina, mas são os órgãos reguladores que tomam a decisão final. O pedido de aprovação da vacina incluirá informações sobre a doença, restrições, advertências e como ela atuará no corpo. Apenas após esta aprovação podemos disponibilizá-la para que profissionais de saúde capacitados possam prescrevê-la.

Produção e distribuição – fabricando e distribuindo vacinas para quem precisa

A nova vacina agora é fabricada e distribuída e médicos recebem as informações aprovadas pelas agências reguladoras, ajudando-os a decidir quando prescrevê-la.

Monitoramento – avaliando interações das vacinas após seus lançamentos

Mesmo depois que uma vacina passa a ser comercializada, seu monitoramento continua sendo realizado. Isto assegura que a segurança e a eficácia da vacina são positivas. Em muitos casos, este monitoramento de longo prazo será uma condição imposta pelas autoridades reguladoras.

Há mais de trinta vacinas da GSK em uso em todo o mundo e outras vinte em desenvolvimento. Nossas vacinas têm contribuído com a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo e a eficácia de cada uma delas continua sendo monitorada diariamente, comprovando o benefício que elas trazem para quem as recebe.