Pesquisa de antibióticos e bioeletrônicos

Pesquisa de antibiótico

Nos últimos 25 anos, um aumento constante no número de bactérias imunes a antibióticos existentes tem se tornado uma séria ameaça à saúde pública global.

Com o aumento da resistência aos tratamentos mais utilizados e a dificuldade de se encontrar novas possibilidades, especialistas têm alertado para um possível retorno da era pré-antibiótica, onde os procedimentos médicos não eram capazes de tratar pacientes e pessoas morriam diariamente de infecções brandas.

Com os avanços obtidos nesta área nos últimos cem anos, pode ser difícil acreditar que encontrar novos antibióticos é um processo muito difícil. Mesmo tendo uma experiência de mais de 40 anos no desenvolvimento destes medicamentos, atualmente enfrentamos três grandes barreiras na busca por novos tratamentos:

A complexidade do processo científico e dos estudos clínicos

As bactérias têm mecanismos de defesa altamente eficazes, dando-lhes a capacidade de se auto-modificar ao longo do tempo e tornando-os resistentes aos medicamentos disponíveis. Entre outras coisas, a resistência a estes procedimentos tem sido gerada pelo mau uso dos antibióticos – usados muitas vezes para tratar infecções virais como tosses e resfriados, para as quais estes produtos são ineficazes.

Outro grande obstáculo neste campo está relacionado a dificuldade de se testar os potenciais medicamentos. Para garantir a eficácia do antibiótico, é necessário testá-lo contra as infecções bacterianas resistentes aos medicamentos que são normalmente prescritos – e encontrar pacientes com estas infecções específicas é uma tarefa bastante complicada.

A necessidade de novos diagnósticos

Como muitas infecções bacterianas podem ser facilmente confundidas com outros tipos de doença, a identificação de pacientes para estudos clínicos pode ser um processo difícil. Além disso, como a maioria das infecções não são doenças de longa duração, existe a dificuldade de se obter diagnósticos confiáveis envolvendo estas bactérias resistentes.

O ambiente comercial desafiador

O desenvolvimento de um medicamento é um processo tão complexo e lento que o custo de produção de um antibiótico pode requerer uma quantia considerável de investimento.

Por outro lado, estes medicamentos não são - e não devem - ser usados com muita frequência. Quando usados, eles são ministrados por um curto período de tempo, diferentemente de muitas doenças crônicas, onde os pacientes precisam do produto durante toda a vida.

Isso significa que os retornos obtidos com estes medicamentos muitas vezes não estimulam ou possibilitam novos processos de pesquisa e desenvolvimento, diminuindo o interesse de algumas empresas no setor.

Entre as iniciativas que possuímos para superar estas barreiras estão a participação no programa New Drugs for Bad Drugs, do The Innovative Medicines Initiative (IMI), a maior parceria público-privada da Europa para o desenvolvimento de medicamentos, e a criação de uma parceria com o Biomedical Advanced Research and Development Authoriity (BARDA), orgão que faz parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanitários dos EUA.

Para saber mais sobre nossas estratégias, acesse nossa página global.

Pesquisas de bioeletrônicos

Atualmente pesquisamos um campo científico que, um dia, trará uma nova classe de medicamentos para a população – o que significa, na prática, que podemos deixar de usar comprimidos e injeções e passar a utilizar dispositivos que serão implantados no corpo.

A medicina bioeletrônica ainda é um tema distante mas acreditamos que, no futuro, aparelhos do tamanho de um grão de arroz poderão ser usados para tratar algumas doenças crônicas. Estes dispositivos seriam programados para ler e modificar os sinais elétricos no corpo, incluindo impulsos afetados por uma enfermidade. A esperança é que, por meio destes aparelhos, distúrbios como uma doença inflamatória do intestino, artrite, asma, hipertensão e diabetes possam ser tratados.

Entre as iniciativas que estamos realizando para que esta possibilidade se torne realidade estão, por exemplo, a criação de um fundo de pesquisa que atualmente já possui trinta projetos em curso e do Action Potential Venture Capital (APVC), que apoia iniciativas de risco. Para saber mais sobre estes projetos, clique aqui.