Pesquisa internacional divulgada no Dia Mundial de Combate à Meningite revela falta de conhecimento sobre a doença e suas consequências

 

Uma pesquisa internacional conduzida pela GSK e divulgada no Dia Mundial de Combate à Meningite, 24 de abril, revela a falta de conhecimento que pais e mães têm sobre a doença meningocócica e suas potenciais consequências. Quase sete em cada dez responsáveis disseram que não sabem o suficiente sobre os diferentes sorogrupos da meningite e sequelas que a doença pode causar. Em média, mais da metade dos responsáveis não sabiam ou não tinham certeza de que existem diferentes tipos de bactérias que causam a meningite.

A pesquisa com 5.000 responsáveis no Brasil, Canadá, Alemanha, Itália e Portugal também mostra que, de uma lista de 14 doenças com prevenção através da vacinação, a doença meningocócica é considerada pelos responsáveis como a de maior risco à saúde dos filhos.1 A meningite foi considerada a doença mais grave por 57% dos entrevistados, seguida pela Hepatite B (34%), doença pneumocócica (27%), poliomielite (25%), tétano (20%) e coqueluche (17%).1 

Uma doença súbita, potencialmente fatal, a doença meningocócica mata em média uma pessoa a cada oito minutos no mundo.2 Tipicamente, ela se manifesta como meningite bacteriana – uma infecção da membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal; ou sépsis – uma infecção da corrente sanguínea. A doença tem rápida evolução e pode levar à morte entre 24 e 48 horas desde os sintomas iniciais;3 até uma em cada 10 pessoas infectadas pode morrer.4

É impossível prever quem poderá contrair a doença meningocócica. Dentre as formas de prevenção estão: lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres, e a vacinação. Cinco dos seis principais sorogrupos da meningite podem ser prevenidos através da vacinação5, no entanto, mais da metade dos responsáveis não sabem quais vacinas contra a doença estão disponíveis nos programas de vacinação de seu país. Mais de um terço dos responsáveis disseram que contam com terceiros – profissionais de saúde ou o governo – para se assegurar de que os filhos estão em dia com a vacinação.1

"A doença meningocócica é difícil de reconhecer quando em seus primeiros estágios, tornando ainda mais crítico que os pais conheçam os sinais e os sintomas", disse Chris Head, presidente da Confederação das Organizações de Meningite (CoMO). "As descobertas desta pesquisa confirmam a necessidade de melhor educar os pais sobre os diferentes tipos da doença e as maneiras de evitar que seus filhos sejam infectados."

Principais resultados da pesquisa por país

Os resultados foram similares entre os grupos de responsáveis nos cinco países, mas algumas estatísticas se destacaram:

  • De uma lista de 14 vacinas com prevenção através da vacinação, a doença meningocócica foi considerada a de mais alto risco para as crianças por 72% dos responsáveis em Portugal e 68% dos responsáveis na Itália
  • 56% dos responsáveis no Canadá disseram que não sabiam que há diferentes sorogrupos da doença meningocócica
  • Aproximadamente um terço dos responsáveis no Canadá e na Alemanha disseram não ter certeza sobre as formas mais comuns de contágio
  • No Brasil, 60% dos responsáveis afirmaram que obtém informação sobre vacinação através de campanhas de conscientização ou via imprensa, enquanto que 68% dos responsáveis em Portugal disseram que profissionais de saúde são a principal fonte de informação

Pais e Mães querem saber mais

Apesar de sua falta de conhecimento, os responsáveis afirmaram que gostariam de ter mais informações dos profissionais de saúde sobre como proteger os filhos da doença meningocócica. A maioria dos entrevistados disse que deveriam ser informados sobre as vacinas que não fazem parte da rotina de imunização de programas nacionais e estariam dispostos a falar sobre isso com os profissionais de saúde. Nove em cada dez responsáveis disseram que estes profissionais devem informá-los sobre todas as vacinas de prevenção a doenças.  

“Mesmo sendo uma doença rara, as consequências da meningite são representativas para o paciente, sua família e o sistema de saúde como um todo”, afirma Thomas Breuer, chefe medico de vacinas da GSK. “A melhor defesa contra uma doença agressiva que oferece pouco tempo para intervenção é a vacinação. ”

Pesquisa marca o lançamento da campanha “Vença a Meningite”

Os dados da pesquisa marcam o lançamento da nova campanha de conscientização da GSK, “Vença a Meningite”, que visa ajudar pais e mães a conhecer mais sobre todos os tipos de doença meningocócica e as medidas que podem ser tomadas para protegerem os filhos das sequelas potencialmente devastadoras.

A campanha está associada aos jogos paralímpicos 2016. A atletas paralímpicos que sobreviveram à meningite se uniram à mundialmente renomada fotógrafa e defensora global pela infância, Anne Geddes, que dedicou sua carreira a causas relacionadas à saúde infantil, incluindo a vacinação. Através de sua narrativa visual única, Geddes vai fotografar diversos atletas paraolímpicos com bebês, uma representação positiva do esforço de proteger as crianças da meningite. Vença a Meningite também conta com o apoio da Confederação Global de Organizações de Meningite (CoMo).  

Sobre a Pesquisa

A pesquisa Vença a Meningite foi conduzida pelo instituto Ipsos MORI, encomendada pela GSK. Ela foi realizada entre fevereiro e março de 2016, via questionário online endereçado a pais e mães, com amostra de 5.000 entrevistados, de cinco países em três continentes: Brasil, Canadá, Alemanha, Itália e Portugal1.

Foram entrevistados 1.000 responsáveis de cada país. O critério para seleção dos entrevistados era terem ao menos um filho com idade de até quatro anos e participarem das decisões sobre a saúde dos filhos, por exemplo, que vacinas infantis já tinham sido, ou seriam aplicadas. Pais e mães foram incluídos na pesquisa na razão 2:1 e um mínimo de 150 responsáveis em cada país tinham que ter filhos com idade abaixo dos seis meses.

Sobre a GSK

Uma das indústrias farmacêuticas líderes do mundo, a GSK está empenhada em melhorar a qualidade da vida humana permitindo que pessoas façam mais, vivam melhor e por mais tempo. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.

Referências

1  International Meningitis Parent Survey, Ipsos MORI on behalf of GSK. 5 February – 4 March, 2016. (Data on file).

2  Naghavi M, et al. (2013). Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study. The Lancet, 385, pp.117-171.

3  World Health Organization. (2012). Meningococcal Meningitis Factsheet N°141. Available at: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs141/en/. Accessed March 2016.

4  Centres for Disease Control and Prevention. Chapter 8: Meningococcal Disease. Available from: http://www.cdc.gov/vaccines/pubs/surv-manual/ chpt08-mening.pdf. Accessed October 2015.

5  European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC). (2014). Annual Epidemiological Report— Vaccine-preventable diseases—invasive bacterial diseases 2014. Available at: http://www.ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/AER-VPDIBD-2014.pdf. Accessed February 2016.