Primeiro estudo com adolescentes vivendo com HIV indica preferência de 97% por tratamento injetável de longa ação ao uso diário de comprimidos

Resultados do IMPAACT 2017 (MOCHA) revelam que o tratamento injetável de longa ação, cabotegravir + rilpivirina, manteve a supressão viral de forma eficaz em 94,4% dos adolescentes entre 12 a menores de 18 anos

Rio de Janeiro, março de 2026 - A ViiV Healthcare, líder em pesquisa e desenvolvimento de prevenção e tratamentos para o HIV, representada pela GSK no Brasil, divulgou na 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI 2026) em Denver, Colorado, os resultados finais do estudo de fase I/II IMPAACT 2017 (MOCHA) de 96 semanas, o primeiro ensaio clínico a avaliar um regime completo de tratamento injetável de longa ação em adolescentes vivendo com HIV.¹ Os dados confirmam que o tratamento injetável de longa ação (cabotegravir + rilpivirina) é eficaz e bem tolerado em adolescentes de 12 anos a menores de 18.¹

O estudo demonstrou que 94,4% dos adolescentes com supressão virológica, entre 12 até menores de 18 anos, que trocaram o tratamento oral diário de HIV pelo injetável de longa ação (cabotegravir + rilpivirina) a cada dois meses, mantiveram a supressão viral (carga viral <50 cópias/mL) na semana 96, com mais de 97% indicando preferência pelas injeções em relação à terapia antirretroviral oral diária.¹

“O cuidado de adolescentes vivendo com HIV envolve desafios específicos, especialmente relacionados à adesão ao tratamento em uma fase marcada por intensas mudanças biopsicossociais. O estigma associado ao uso diário de medicamentos pode, em alguns casos, impactar negativamente a continuidade do tratamento. Os resultados do estudo IMPAACT 2017 mostram que o regime injetável de longa ação foi amplamente aceito por essa população, com alta preferência em relação à terapia oral diária. Esses achados sugerem que a redução da frequência de administração pode favorecer maior autonomia e uma experiência de cuidado mais alinhada às necessidades dos adolescentes, o que é um aspecto relevante quando pensamos em estratégias para apoiar a adesão a longo prazo”2, afirma Dr. Ricardo Diaz (CRM SP 57803), infectologista, professor e pesquisador da Escola de Medicina da Unifesp e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Sobre o estudo IMPAACT 2017¹

O International Maternal Pediatric Adolescent AIDS Clinical Trials (IMPAACT) Network 2017 / MOCHA é um estudo de fase I/II que avalia um regime injetável de longa ação completo de cabotegravir + rilpivirina em 144 adolescentes com supressão virológica, com idades entre 12 e menores de 18 anos e igual ou superior a 35 kg, que fizeram a transição da terapia antirretroviral oral diária.¹

Os resultados da semana 96 e do final do estudo mostraram que o medicamento, administrado a cada dois meses, manteve a supressão viral (94,4%, n=136/144) sem falhas virológicas confirmadas. Em todas as semanas avaliadas, mais de 97% (n=138/142; semana 8) dos participantes preferiram as injeções de longa duração à terapia antirretroviral oral diária. Na semana 96, 95% (n=137/144) concluíram o tratamento e a preferência pelas injeções foi de 100% (n=135/135).¹

O regime de ação prolongada foi bem tolerado, com 42% (n=60/144) dos participantes apresentando um evento adverso (EA) relacionado ao medicamento, sendo os mais comuns: tosse (31,9%, n=46), cefaleia (26,4%, n=38) e infecções do trato respiratório superior (20,1%, n=29). Dos 142 participantes que receberam pelo menos uma injeção, 37% (n=52/142) relataram reações no local, que consistiram principalmente em dor leve a moderada, geralmente resolvida em uma semana. Foram observados dois eventos adversos de grau 3 e uma reação de grau 4 relacionados ao medicamento, e todos resolvidos.¹

"O IMPAACT 2017 é um marco histórico relavante na estratégia de acabar com a epidemia de HIV/Aids no Brasil e no mundo. Ao oferecermos uma alternativa que elimina a necessidade do comprimido diário e, contribuindo para reduzir o estigma associado ao tratamento do HIV, aumentamos as chances de manter esses jovens com carga viral indetectável a longo prazo. No contexto de saúde pública, indetectável é igual a intransmissível, o que significa que cada adolescente que adere ao tratamento injetável, estamos mais próximos de interromper a cadeia de transmissão e avançar rumo às metas globais de controle do HIV”3, destaca Dr. Rodrigo Zilli (CRM-RJ 66738-2), diretor médico de Vacinas e HIV da GSK Brasil.

Sobre o IMPAACT 20364

Dados preliminares de um outro estudo também apresentado no Congresso, o IMPAACT 2036, de fase I/II, em andamento com crianças com supressão virológica, de 2 a menores de 12 anos de idade, e com peso entre 10 e menos que 40 kg, fornecem as primeiras evidências do comportamento do medicamento no organismo dos adolescentes e de segurança para tratamento injetável de longa ação (cabotegravir + rilpivirina) em crianças pequenas, incluindo dados iniciais e ainda em amadurecimento em crianças com menos de 20 kg, indicando o potencial de estender o tratamento injetável de longa duração para faixas etárias pediátricas mais precoces e grupos de menor peso.4

Os resultados mostraram que a combinação de injetáveis de longa ação cabotegravir + rilpivirina atingiu as metas definidas no protocolo, com concentrações plasmáticas semelhantes às observadas em adolescentes e adultos que receberam terapia de longa duração.² Não foram observados sinais de segurança novos ou inesperados. Eventos adversos de maior gravidade (grau ≥3) ocorreram em 10% (n=6/61) das crianças; todos os eventos foram resolvidos. Reações pós‑injeção relacionadas ao medicamento incluíram duas de grau 2 e uma de grau 3. A dor no local da injeção foi o evento adverso mais comum, relatado em 46% (n=28/61) das crianças, e limitou‑se a intensidade leve a moderada (graus 1 e 2).4

Referências:

1. A. Gaur et al. Cabotegravir + Rilpivirina de longa duração em adolescentes: Resultados da semana 96 e do final do estudo IMPAACT 2017. Apresentado na 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI). Fevereiro de 2026.
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas. Disponível em:<https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-

conteudo/pcdts/pcdt_hiv_modulo_1_2024.pdf>. Acesso em: Março/2026.
3. BRASIL. Ministério da Saúde. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA MANEJO DA INFECÇÃO PELO HIV EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES. Disponível em:< https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/pcdts/PCDT_HIV_Criana_Modulo_1_2024_e.pdf>. Acesso em: Março/2026.
4. M. Archary et al. Segurança e farmacocinética de cabotegravir e rilpivirina de longa duração em crianças pequenas de 10 a <40 kg. Apresentado na 33ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI). Fevereiro de 2026.

 

Sobre a GSK/ViiV Healthcare

A ViiV Healthcare foi criada em 2009, a partir de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, formando uma companhia global dedicada exclusivamente a tratamentos para o HIV. Em 2012, a japonesa Shionogi completou a sociedade. Atualmente, a GSK detém 76,5% de participação na empresa. Como líder em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para o HIV, a ViiV Healthcare possui operações em mais de 50 países. A GSK é o distribuidor da ViiV Healthcare no Brasil.

 

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico

NP-BR-HVU-PRSR-260005 – Março/2026