Tratamento para HIV com medicamento injetável de longa ação demonstra eficácia superior à terapia oral diária para pessoas com dificuldades de adesão, aponta estudo
Dados publicados no The New England Journal of Medicine (NEJM) demonstram que a mudança para o tratamento injetável de longa ação reduziu o risco de falha virológica em quase metade dos participantes do estudo ao longo de 48 semanas, em comparação com aqueles que continuaram em terapia oral diária
Rio de Janeiro, março de 2026 - A ViiV Healthcare, líder em pesquisa e desenvolvimento de prevenção e tratamentos para o HIV, representada pela GSK no Brasil, anunciou dados finais do estudo de Fase III LATITUDE, que revelaram que o tratamento injetável de longa ação (cabotegravir + rilpivirina) demonstrou eficácia superior na manutenção da supressão da carga viral em comparação com a terapia oral diária em indivíduos com histórico de dificuldades de adesão ao tratamento antirretroviral (TARV).¹ Os dados de 48 semanas foram publicados no The New England Journal of Medicine (NEJM)¹, um dos periódicos científicos mais prestigiados do mundo.
Os resultados mostram que a mudança para o medicamento injetável de longa ação aplicado a cada quatro semanas reduziu quase pela metade o risco de falha virológica em comparação com a continuidade da terapia oral diária¹. Em fevereiro de 2024, um Comitê Independente de Monitoramento de Dados e Segurança recomendou a interrupção da randomização do estudo com base em dados provisórios de eficácia, confirmando a superioridade do regime injetável de longa ação em desfechos-chave¹.
"O estudo apresentou evidência robusta que consolida o papel do tratamento injetável de longa ação como uma opção terapêutica importante para pessoas que vivem com HIV. É o primeiro estudo randomizado a confirmar que esta abordagem é superior à terapia oral diária para pessoas que enfrentam desafios de adesão. Os dados validam a eficácia dos injetáveis de longa ação para este perfil de paciente e representam um passo fundamental no nosso compromisso de aprimorar o cuidado e contribuir para o fim da epidemia de HIV/Aids”, afirma Dr. Rodrigo Zilli (CRM-RJ 66738-2), diretor médico de Vacinas e HIV da GSK Brasil.
Principais resultados
O endpoint primário do estudo foi a falha do tratamento, definida como a ocorrência mais precoce de falha virológica confirmada (duas cargas virais consecutivas >200 cópias/mL após a randomização) ou descontinuação permanente do tratamento designado¹. Em 48 semanas, a falha do tratamento ocorreu em 22,8% no braço de cabotegravir + rilpivirina (mensal) versus 41,2% no braço de terapia oral diária, confirmando a superioridade da terapia injetável¹.
Em relação ao desfecho primário no braço injetável, 3% dos participantes apresentaram falha virológica como primeiro evento e 16% descontinuaram o tratamento; já no braço oral, os percentuais foram 21% e 15%, respectivamente¹.
Já no que se refere à segurança, a incidência cumulativa de qualquer evento adverso foi semelhante entre os grupos (43,5% no injetável vs 42,4% no oral, em 48 semanas)¹. Reações no local de injeção foram frequentes entre os que receberam injeções, entretanto houve apenas duas descontinuações atribuídas a esse evento¹.
“Para muitos, a tomada diária de comprimidos é um lembrete constante da doença e uma barreira adicional ligada a estigma e desafios psicossociais. Ter um tratamento injetável, que reduz substancialmente o risco de falha do regime, oferece dignidade e uma chance real de manter a carga viral indetectável para quem mais precisa", comenta Ricardo Diaz (CRM SP 57803), infectologista, pesquisador da Escola de Medicina da Unifesp e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Sobre o estudo
O LATITUDE (Long-Acting Therapy to Improve Treatment Success in Daily Life) foi um ensaio clínico randomizado e aberto de fase III, que recrutou 453 participantes que enfrentavam dificuldades para tomar TARV oral diária ou que abandonaram o tratamento para HIV¹. A mediana de idade foi de 40 anos; 63% eram negros/afro-americanos, 29% eram mulheres, 17% eram hispânicos e 14% relataram uso atual ou prévio de drogas injetáveis¹. A pesquisa avaliou se a mudança para cabotegravir + rilpivirina, injetáveis de longa ação, administrados a cada quatro semanas poderia reduzir o risco de falha terapêutica em comparação com a continuidade da TARV oral diária¹.
Após o recrutamento, os participantes receberam apoio à adesão, incluindo incentivos econômicos condicionais para alcançar a supressão viral enquanto utilizavam TARV oral diária, conforme as diretrizes¹. Aqueles que atingiram HIV‑1 RNA ≤200 cópias/mL foram randomizados (n=306) para receber cabotegravir + rilpivirina, injetáveis de longa ação, administrados mensalmente (a cada quatro semanas) (n=152) ou continuar com TARV oral diária (n=154).¹
Referência
1. Rana A., et al. Cabotegravir mais rilpivirina para pessoas com HIV e desafios de adesão. N Engl J Med. 2026. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2508228?query=featured_home. Acesso em março de 2026.
Sobre a GSK/ViiV Healthcare
A ViiV Healthcare foi criada em 2009, a partir de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, formando uma companhia global dedicada exclusivamente a tratamentos para o HIV. Em 2012, a japonesa Shionogi completou a sociedade. Atualmente, a GSK detém 76,5% de participação na empresa. Como líder em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para o HIV, a ViiV Healthcare possui operações em mais de 50 países. A GSK é o distribuidor da ViiV Healthcare no Brasil.
Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.
NP-BR-HVU-PRSR-260004 – Março/2026


